O Cheiro do Ralo retrata um lado obscuro da personalidade humana: o prazer pela humilhação alheia. Lourenço usa seu antiquário como palco para a realização desse estranho desejo, que, segundo ele, foi adquirido com o passar do tempo, ao analisar que os mesmos clientes que lhe vendiam objetos antigos, estavam dispostos a oferecer algo mais: dignidade. Percebendo isso, Lourenço classifica cliente e objeto no mesmo contexto. Até que a situação foge ao seu controle.
É um belo filme. Com destaque para o cenário e figurino cult anos 60, e um Selton Mello em mais uma atuação impecável.
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