Quando você aluga um filme como esse na locadora não se prepara, realmente, pra grandes emoçãos. De certa forma, você está certo. Mas o que poderia se tornar mais um chavão de "auto-isolamento para uma auto-recuperação" transforma-se num belo filme quando o elenco certo é escolhido. Você só conhece Meg Ryan? Já é um começo. Mas tem também o "ator principal", o boyzinho do OC, é, aquele que não fala muito e está com o coração... Quebrado? Pois é, Adam Brody, o nome dele. Tem também Lucy, a irmã mais velha, interpretada pela incrível Kristen Stewart e todo seu talento em fazer uma adolescente na dose certa: desajeitada, ruim em se comunicar e cheia de medo e raiva. E a irmãnzinha prodígio? Makenzie Vega, céus! Como não se comover com a menininha tomando sorvete e confessando ter roubado 20 dólares da mãe, porque tudo que ela queria falar e, principalmente, escutar, era a verdade? Se a vida fosse só assim... Um filme que aborda tantos temas (câncer, decepção, idealização romântica, recuperação, mágoas) e busca um único objetivo: o autoconhecimento. Ali, todos os personagens querem dizer uma coisa: se você não sabe quem realmente é, ou o que procura, de que vale continuar acordando todo dia? Por que passamos por cima de nossas vontadas para buscar o "acomodamento comunitário". Carter tirou um tempo, na casa da vó, para pensar, e nos fez pensar, sentir, e evoluir com ele. Obrigada!
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